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Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

21.01.20

No meu caminho

Maresia
Entrei pelo nevoeiro, Acompanhei as ondas, Segui as nuvens... Pisei estrada, Pisei pedras, Pisei areia, Pisei gravilha Pisei folhas, Pisei lama, Pisei um mundo cheio. Carreguei o peso, Carreguei o medo, Carreguei a solidão, Carreguei a força, Carreguei o sonho, Carreguei a coragem, Carreguei o meu mundo inteiro. No meu caminho...  
07.01.20

Manifesto de Saudade

Maresia
Hoje farias 102 anos...imagina, lá!! E como já levamos 40 de amor, hoje, a tua reguila vai ousar tratar-te por tu. É um argumento carinhoso e tu dizias que eu tinha um argumento para tudo 😘 Foste mais que um amigo, mais que um avô, foste o meu querido Pai Manel, que na ausência do meu Pai João, me levou pela mão em longos passeios, me acarinhou, me ensinou a pedir desejos à estrela mais brilhante (que agora és tu, por certo) e me mostrou que o amor que damos genuinamente a (...)
30.12.19

Um Novo Ano de Felicidade

O meu Caminho

Maresia
Curiosamente, termino 2019 com a publicação do centésimo post das minhas Palavras de Areia... Cem textos... desabafos, declarações de amor, recriações, contos, poemas meus... aqueles que escolhi partilhar e dar de mim e que, um dia, ficarão para além da minha existência, para os meus, para quem os quiser acolher... No silêncio da escrita imprimo os gritos da alma, a agitação do peito, as músicas da vida. No silêncio da escrita, mergulho em mim, escuto os pensamentos em (...)
24.12.19

Ho!Ho!Ho! Feliz Natal!!!

Maresia
Já neva, o vento uiva baixinho, raios de sol rasgam o céu, por entre tufos de algodão. Entusiasmado, enfia as suas botas pretas, brilhantes de graxa, envolve-se no seu grande manto púrpura, não esquece o seu velho gorro de malha, tão seu como as suas longas barbas grisalhas, e apruma-se com o seu bem pesado saco de pele e cajado, a não largar nestes dias de manto branco, de tanto a fazer. E parte. A respiração não tarda em ficar ofegante e as pernas refilam perante o seu peso (...)
20.12.19

Guardado em mim

Maresia
Deixaste-me olhar-te, Beber as tuas palavras, Comer os teus beijos, Emanar o teu cheiro. Percorrer-te o pensamento Saber-te por perto. Saciaste-me... Saciei-te... No fim da estrada, Fica a sede, Fica a fome, Fica o sorriso, A doce lembrança, Que te vi adentro. Guardaste-me... Guardei-te...  
12.12.19

Da minha gaiola

Maresia
Sentada à minha janela, De olhos postos lá fora, Perco-me no verdejar, Ouvindo tanto piar. Vendo as danças de esvoaçar, Estou certa que eu é que vim morar Para a bela casa destes cantares. E eu, nesta gaiola, Vejo o Senhor Melro saltitar, No relvado a manobrar, As ervas a debicar. Voos rasantes até ao ninho, Para ir dar o beijinho A quem no bico espera amor.  
03.12.19

Gostas mais do pai ou da mãe?

Gosto de gente com um Coração Gigante

Maresia
Desde que criança que me intriga perguntarem-me se gosto mais deste ou daquele, se esta pessoa é mais ou menos, se tenho este ou aquele preferido. E tal como nunca tive só e apenas uma cor preferida, uma música preferida, um filme preferido, um livro preferido, pois cada coisa tem o seu contexto, o seu momento, a sua beleza, também não tenho pessoas preferidas. São algumas as que ocupam um lugar especial e não recorro a pódios. E quando fui mãe, ainda me chocou mais, questionarem (...)
02.12.19

Em mim

Maresia
Sou infinitude. Não me descortino o fim, perco-me em mim, num templo de sonhos, pensamentos, criações arreadas. Abstraio-me do mundo. No meu não há tempo, nem horas, nem mortes. Há dias que sou medieval, de vestido, couro e escaramuça, criança levada pela mão do avô, ou abraço da semana findada reinventado. Noutros, recrio beijos para darmos amanhã, alinhavo viagens, percorro as estradas que me esperam, morro nos meus braços. Que ventos me percorrem a toda a hora... Instant (...)
29.11.19

A Imperfeição do Amor, de Joaquim Mestre

Um Romance Imperfeito

Maresia
A Imperfeição do Amor é o segundo romance do autor Joaquim Mestre (1955-2009), que nos presenteou com uma escrita marcada pela originalidade e por uma ação labiríntica, que nos testa e nos encaminha a desfechos inusitados. Partindo de um mundo onírico, mergulhando numa bruma de presságios e fenómenos, nasce a nossa história e o nosso personagem principal, Quico Regueiro, numa zona portuária (...)
22.11.19

Embrulho de amor

Maresia
Os amores, gosto deles pendurados ao pescoço. Gosto dos braços entrelaçados, dos dedos na nuca, das cócegas na pele. Gosto destes embrulhos de pessoas. Pendura-te em mim... Eu penduro-me em ti... Que laço forte, o nosso. Até se sente cá dentro, no peito. Aperta bem, para não soltar, mas sem nó. Que o laço quer-se ajeitado de vez em quando... E ao desembrulhar há um toque de magia... Aí os olhos miram-se e brilham. Sabemos que haveremos de repetir o embrulho. O do nosso amor.  
21.11.19

Equação de 40.°

Parabéns!

Maresia
Chegaste! Já estava à tua espera nesta paragem dos 40. ⏳ O que se passou até aqui, o que vivemos, aquilo a que sobrevivemos, desde crianças, não mais voltará. Não mais correremos nos corredores da Marquesa, não mais abancaremos nas pulgas, não mais seremos os adolescentes, não mais beberemos aqueles copos, não mais beijaremos aqueles amores, não mais desafiaremos o perigo. Não mais serás o puto da bola, o futebolista do Estoril, o estudante universitário, o novato da (...)
18.11.19

Pela mão da minha Mãe

Viagem no tempo à Aldeia

Maresia
Hoje, a minha mãe levou-me pela mão a passear na sua aldeia natal da Trindade, em Beja. Corriam os finais dos anos 50...por aí... Percorremos as ruas, espreitámos postigos e relembrámos rostos da sua infância. Na Travessa dos Mestres, visitámos a Avó Helena, que estava a fazer alguidares de massa e a fritar filhoses, já o Avô Helena bracejava de forma ágil no seu ofício e dizia à minha mãe, que de tanto o ver fazer, qualquer dia também ela faria sapatos. Na oficina da (...)
13.11.19

Quando o tempo para

Vale pelo amor

Maresia
O amor tem destas coisas. E sem pensamentos, sem julgamentos, sem amanhã, sem saberem como, beijaram-se, abraçaram-se, amaram-se. O tempo parou. Os beijos mordidos, o respirar, a loucura do sentir, de dentro para fora. Elevaram-se ao amor, saquearam-se ali mesmo, despidos de tudo e cheios de si mesmos. Tatearam-se numa descoberta de um mundo que já era deles, num toque vibrante, assolador, de dedos, de pele, de corpos que se copulam para gerarem energias. Enrolados como plantas, (...)